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Os 40 anos da Internet

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Não, o título não está errado e nem estamos falando do futuro. Especialistas do mundo todo dizem que, se computarmos os primeiros testes da Arpanet, realizados em 2 de setembro de 1969, hoje a Internet está completando 40 anos.

Surpreendente? Pois é: a tecnologia anda tão evoluída que ninguém dá mais do que 20 anos para essa senhora que conecta hoje mais de 1,5 bilhão de pessoas ao redor do mundo.

Parece apenas um truque de números, mas os 40 anos significam muito mais. Mostram que não estamos falando de uma coisa tão nova assim como muita gente ainda pensa. E não tão revolucionária, afinal já passou da idade para tal.

Então, por que as pessoas ainda se espantam com as novidades que surgem aos milhares todos os dias trazidas pela web e continuam a questionar se podem viver sem ela? Por uma questão de perspectiva. Disse Caetano  em Sampa que “narciso acha feio o que não é espelho” e “à mente apavora o que ainda não é mesmo velho, nada do que não era antes quando não somos mutantes”.

Se pensarmos que a Internet tem apenas 15 anos, podemos considerá-la uma adolescente prepotente, mimada pela mídia e metida a revolucionária, alguém que encanta pela beleza e juventude mas não sabe quase nada da vida. É quase como dizer: ok, seu sucesso impressiona mas pode ser passageiro.

E se considerarmos os 40 anos? Aí a perspectiva muda: uma mulher madura, segura de si, que ainda está no auge da vida, com muita experiência acumulada e disposição para desafios, turbinada pela tecnologia que a faz parecer tão jovem. Não é difícil acreditar que seu sucesso é sólido.

Essa questão de idade parece apenas um truque barato, mas é a realidade. A Internet já mudou muita coisa e ainda tem muito para revolucionar. Faz isso todo dia, várias vezes; não está esperando uma chance.

Nós vemos isso aqui na Lumina1. Termos como usabilidade, arquitetura da informação, redes sociais, open source, SEO eram novidades há alguns anos. Parecíamos geeks apresentando filme de ficção científica. Hoje, esses mesmos termos aparecem com naturalidade na boca de boa parte dos clientes e prospects.

As pessoas mudaram mas, acima de tudo, foi o tempo que passou: quando comecei a usar a Internet, eu tinha 25 anos. Era, portanto, da nova geração, acostumada com a tecnologia, ao contrário de quem detinha o poder decisório, na casa dos 40. Hoje eu tenho 40 anos. Não sou mais da nova geração.

A Internet também não é mais da nova geração. Aliás, transcende a qualquer geração. Inovar é compreender que muitos dos conceitos que ela trouxe já estavam presentes há muito tempo. E que, com a tecnologia, o tempo passa mais rápido. Novidade é agora, o que podemos realizar todos os dias para explorar as infinitas oportunidades que surgem aos milhares trazidas de qualquer lugar do planeta.

Alguém com 40 anos de história não pode ser ignorado. Portanto, viva os 40 anos da Internet!

SACs e as redes sociais

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Muitas empresas nos perguntam se as redes sociais são apenas uma moda ou vieram para ficar. Algumas, por conta da dúvida, preferem esperar. A resposta é simples: ainda que no futuro a dinâmica e a relevância mudem, as redes sociais são caminhos sem volta. Elas já existiam antes da Internet e sempre vão existir; a tecnologia apenas dá outra dimensão ao assunto.

Esperar pode ser um erro difícil de reverter.

Já existe uma revolução silenciosa acontecendo debaixo do nariz das empresas. Essa revolução está sendo realizada por um grupo de clientes chamado de “maioria silenciosa”. O termo nada tem a ver com o movimento militar em Portugal ou o suposto apoio encontrado por Nixon para a Guerra do Vietnã (aliás, como vamos ver, ele entendeu tudo errado). No mundo dos negócios, maioria silenciosa surgiu quando se começou a falar em foco no cliente nos anos 80. De forma consistente, em estudos diferentes realizados em diversas empresas, verificou-se que mais de 60% dos clientes nunca reclamam ou aparecem como descontentes nas pesquisas. Sequer se manifestam via atendimento ao cliente. Pelo seu silêncio, esse grupo é frequentemente interpretado como fazendo parte dos satisfeitos, do tipo “quem cala, consente”.

O problema da maioria silenciosa é que, ao invés de reclamar, por medo ou descrença, espera uma oportunidade para mudar. Quando menos se espera, esses clientes vão embora. Pegando o caso acima, da Guerra do Vietnã, o que Nixon entendeu como apoio era, na verdade, silêncio de repúdio. O final da história já sabemos.

Para as empresas, entender errado esses sinais tem custado caro e o crescimento dos serviços de atendimento ao cliente não foi capaz de reverter a situação. Nos canais de atendimento restritos, burocráticos e cheios de obstáculos, os descontentes reclamantes sempre foram minoria, pontos fora da curva das estatísticas, não justificando investimentos das empresas em melhorias além da criação de novos sistemas e ouvidorias.

É aí que entram as redes sociais: elas deram visibilidade para um movimento que surgiu com os sites pessoais e que, antes da Internet, tinham pouco ou nenhum alcance. Com as redes sociais, descontentes de todos os tipos passaram a criar suas comunidades de repúdio e reclamação, angariando simpatizantes crescentes. Um bom exemplo recente é do músico americano que teve sua guitarra destruída por uma cia aérea e criou um vídeo que obteve mais de 5 milhões de exibições em poucas semanas (ver aqui).

Longe dos holofotes, em sites como Orkut e Facebook, nascem e crescem movimentos que, cada vez mais, fazem frente aos investimentos em marca e comunicação das empresas. Ignorá-los apenas porque estão fora dos reports corporativos é um erro.

O que fazer então? Simples: monitorar as redes sociais, um remédio indolor e com poucas contra indicações para uma dor de cabeça que pode ser gigantesca. Resolve tudo? Não, nada é capaz disso. Mas aproxima as empresas do que está acontecendo fora das cercanias das centrais de atendimento de última geração. E mostra que, no meio de muita futilidade e vaidade, existe um mar de oportunidades.

Monitorando Redes Sociais

domingo, 16 de agosto de 2009

De casa nova, devidamente instalados, vamos abordar um novo tema: redes sociais.

Com o crescimento do “social networking”, cada vez mais gente acessa sites com esse propósito: quase 80% dos internautas brasileiros já participam de pelo menos uma rede social. E os números só fazem crescer.

Um dos assuntos mais comuns em comunidades e grupos de discussão são empresas e seus produtos. Não é difícil entender o por quê: hoje, somos consumidores 24 horas por dia. É natural que redes sociais acabem funcionando tanto como balcão de vendas quanto muro de lamentações.

Você sabe o que os seus consumidores andam falando da sua marca ou produto? Sabe quantas comunidades fazem menção a eles? Sabe o que fazer com essa informação, se ignora, responde ou pega carona?

Muitas empresas ainda não sabem. E como redes sociais são terrenos ainda novos e pantanosos, a decisão nem é tão simples assim. O assunto é tão complexo que até no Brasil já começam a surgir processos: semana passada, a justiça de Minas condenou o Google a pagar indenização a um usuário por página difamatória no Orkut (leia a matéria aqui).

Esse caso levanta uma questão crucial para as empresas: o anonimato, permitido pela maioria dos sites. É muito fácil ser um franco-atirador. No processo citado, a vítima era uma pessoa, mas poderia muito bem ser uma empresa. Nesse contexto, a defesa do Google só joga mais água na fervura: ele alega não saber quem seria o culpado e não ter como impedir esse tipo de ação.

Aí é que reside o ponto nevrálgico da questão: se usuários podem bater e se esconder, empresas não. Até porque, cada vez mais, o desafio é construir marcas a partir de relações transparentes. Como então equilibrar essa relação nas redes sociais sem levantar mais poeira?

Algumas empresas já sabem. Elas aprenderam a usar a melhor arma contra qualquer tipo de ameaça: o conhecimento. É necessário sim esquadrinhar, mapear e acompanhar tudo o que de relevante se fala da sua marca. E não apenas isso: uma coisa é constatar; outra é agir. Mas agir sabendo como funcionam as coisas nesse terreno.

A Lumina1 sabe bem disso porque não é de hoje que realiza monitoramento de mercado. Esse tipo de expertise está no DNA da agência e é realizado desde quando as redes sociais ainda eram apenas boca-a-boca eletrônico.

Na nossa opinião, monitorar o mercado deveria se tornar padrão. Ainda que isso acirre a concorrência para nós, o mercado todo ganha. E se o mercado ganha, sobretudo por desenvolver empresas mais preparadas, a gente ganha também.

8 anos

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O que você quer ganhar de aniversário? Quando eu tinha 8 anos, eu queria um Autorama.

E ganhei… Garoto de sorte!

Dizem que com o passar do tempo, para o homem, os brinquedos só ficam mais caros. Foi o meu caso.

O que você quer de aniversário de 8 anos da Lumina1, me perguntaram há alguns meses? Uma nova sede, respondi.

Ganhei também. Sorte outra vez? Não. Desta vez não ganhei de presente de ninguém: teve muito trabalho envolvido; meu, dos meus sócios, da equipe.

E por que uma nova sede? Porque toda empresa, pra continuar competitiva, precisa estar em constante transformação.

2009 tem sido um ano de conquistas para a Lumina1. Novos clientes, uma equipe cada vez mais preparada (e maior!), projetos desafiadores. Não dava para acomodar tudo na antiga sede. Mudar é preciso, viver não é preciso.

Mas a questão vai muito além do espaço. Há várias outras mudanças implícitas: você joga fora o que não serve, repensa seus objetivos, estabelece novos horizontes. Quando você muda, está pensando no futuro: para acomodar o presente você já tem um lugar. Onde quer que sua empresa esteja amanhã? O que e quem você quer levar para lá? Que tamanho e configuração você deseja? O que vai jogar fora porque não serve mais?

Não estou dizendo que mudar de endereço é a solução para transformar as empresas. Seria bom se fosse simples assim. Além disso, mudança sempre é um transtorno: caixas e mais caixas de pertences, problemas de funcionamento de equipamentos, dúvidas. Mudar dá trabalho!

A questão é que, muitas vezes, essa é a forma mais fácil de mostrar às pessoas o que mudou. É a forma mais tangível de explicar a evolução. De estabelecer o que você planeja para o futuro. “Show, don’t tell”.

Só que pra mudar é preciso coragem. Coragem para ser o mesmo e ser melhor. Para ser maior e melhor. Para ser diferente e melhor. Para ser cada vez melhor.

Pensando assim, tenho orgulho de ver que a Lumina1 nunca deixou de mudar. De ideias, de projetos, de sedes e de sedes (meio forçada essa). Da Flórida para a Quintana e, de lá, para a Paulista. E quem pensaria em abandonar um andar em plena Avenida Paulista? Só quem encontrasse um outro com o dobro do tamanho na Padre João Manuel, entre Lorena e Oscar Freire.

Pois é, mudamos (acho que deu pra perceber). O uniforme e o estádio podem ser diferentes. A gana de defender sua marca, não.