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	<title>Lumina1 &#187; comunicação digital</title>
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	<description>Lumina1 - Defende sua marca</description>
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		<title>O preço da fidelidade</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 15:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quanto custa a fidelidade de alguém?
Se você pensou num cão, esqueça: ele a oferece de graça, de forma incondicional, free of charges. Podemos apenas pensar em quanto ela pode valer.
Se pensou numa pessoa, isso depende: qual o grau de fidelidade que você espera? Por quanto tempo? Com qual finalidade? Sim, porque a fidelidade humana tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto custa a fidelidade de alguém?</p>
<p>Se você pensou num cão, esqueça: ele a oferece de graça, de forma incondicional, free of charges. Podemos apenas pensar em quanto ela pode valer.</p>
<p>Se pensou numa pessoa, isso depende: qual o grau de fidelidade que você espera? Por quanto tempo? Com qual finalidade? Sim, porque a fidelidade humana tem preço, hora para começar e acabar e, principalmente, propósito. Cada variável possui um preço, normalmente proporcional ao esforço que representa. Não existe fidelidade pessoal irrestrita.</p>
<p>E se a fidelidade for de uma empresa, de um parceiro comercial? Não é difícil imaginar que ela não será incondicional, muito menos gratuita. Mas será que ela é tão restritiva quanto a pessoal?</p>
<p>Vamos avaliar alguns exemplos: a Shell é parceira da Ferrari há 60 anos. Isso é muito tempo e deve ter custado um bocado. Mas quanto será que ela vale? Ainda sem sair da Ferrari, qual será o custo da fidelidade de 58 anos da Pininfarina?</p>
<p>Poucas parcerias duram tanto tempo no mundo dos negócios. Ford e Firestone mantiveram um relacionamento tão íntimo e por tanto tempo, que até casamento entre membros das duas famílias aconteceram. E tudo acabou quando vários pneus começaram a estourar por negligência de ambas as partes.</p>
<p>A questão por trás desses exemplos é simples: quanto do sucesso da Ferrari, a mais admirada e antiga (considerando atuação ininterrupta) marca de esportivos do mundo, pode ser creditado a essas parcerias? Será que a Ferrari continuaria sendo quem é se tivesse mudado esses parceiros? E no caso da Ford, o que aconteceu? Parceiro errado?</p>
<p>Primeiro, vamos a alguns fatos. Fidelidade é uma coisa; casamento de conveniências, outra. Uma parceria de longa data não garante fidelidade, assim como um casamento. Não é o tempo de relacionamento que define os princípio: são os princípios que definem o tempo. Fidelidade não é apenas uma espécie de monogamia: é cumplicidade.</p>
<p>Sem querer usar a Ferrari (a fabricante de veículos esportivos, não a escuderia) como modelo de empresa, se olharmos para a relação que ela possui com seus funcionários, vamos perceber a mesma fidelidade que existe com fornecedores. É uma questão de coerência. Se existe orgulho na relação e ele é mútuo, não tem porque ter data para terminar.</p>
<p>Portanto, é bem provável que a marca Ferrari deva muito da sua imagem a esse tipo de relação que tem em todas as direções. Fidelidade é uma forma de vida: ou você é fiel, ou não. Se é, procura ser em tudo o que faz. Como pode uma empresa querer fidelizar clientes se não consegue fidelizar funcionários ou fornecedores? A fidelidade daqueles que ajudam a produzir é o que irá garantir a consistência do produto final e, portanto, a fidelidade dos clientes. Não é possível ser fiel por conveniência.</p>
<p>Por isso, quando vejo as empresas falando em fidelização de clientes, a primeira coisa que procuro saber é como ela trata seus fornecedores e colaboradores. O mesmo vale quando se fala em respeito, sustentabilidade, transparência, encantamento. Todos esses conceito não podem ser praticados apenas por conveniência ou na comunicação. Sem recheio, essas mensagens não se sustentam ao longo do tempo.</p>
<p>A Internet, sobretudo por meio das redes sociais, tem ajudado a desvendar essas fachadas cenográficas de várias empresas. Cada vez fica mais fácil perceber quando &#8220;as ideias não correspondem aos fatos&#8221;. Aí, não adianta investir fortunas em filmes caros, testemunhais globais, anúncios de página quádrupla. Não adianta mais parecer correto, é preciso ser correto. E não dá pra ser correto em termos, pela metade, dentro de determinadas circunstâncias. Hoje, todos os canais de contato e acesso de uma marca estão conectados, interagindo, verificando aquilo que o Google faz no processo de ranqueamento de páginas: relevância e consistência. Da mesma forma que não dá para se enganar um robô sobre o conteúdo de uma página, não dá para mascarar a verdade quando não se tem controle sobre os meios e sobre o consumidor.</p>
<p>Por esse motivo é que criamos e utilizamos na Lumina1 o conceito de &#8220;defesa de marca&#8221;. Defender uma marca é entender que não dá para cuidar apenas do que é mais visível ou evidente: todos os canais de interação com o consumidor, sejam diretos ou indiretos (representantes, por exemplo), precisam estar coerentes, transmitindo a mesma mensagem. O fim de uma marca começa no conflito de mensagens.</p>
<p>Portanto, voltando à questão inicial, a fidelidade não tem preço. Aproveitando o farto material que a Ferrari oferece, só um cliente fiel vai investir mais de um milhão de euros (na Europa) para ter um carro como a 599 Scuderia, um carro que sequer é homologado para andar nas ruas. A fidelidade não tem preço nem no aspecto tangível e nem no intangível.</p>
<p>Se a fidelidade não tem preço, a infidelidade é fácil mensurar: ela custa, a médio e longo prazo, o valor da marca. E então, quer pagar quanto?</p>
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		<title>A defesa de uma marca</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Jul 2010 22:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Bem, amigos da Lumina1, a Copa 2010 acabou pro Brasil. Até aí, nenhuma novidade. A novidade é o que se extrai de alguns fatos ocorridos e uma coisa, para nós, muito mais importante do que isso: hoje, 02 de julho, é também o aniversário de 9 anos da Lumina1. E o que uma coisa tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, amigos da Lumina1, a Copa 2010 acabou pro Brasil. Até aí, nenhuma novidade. A novidade é o que se extrai de alguns fatos ocorridos e uma coisa, para nós, muito mais importante do que isso: hoje, 02 de julho, é também o aniversário de 9 anos da Lumina1. E o que uma coisa tem a ver com a outra?</p>
<p>Há 3 anos criamos o conceito de defesa de marca e associamos o nosso número 1 à figura do goleiro. Mais do que isso, resolvemos abraçar o conceito de defesa de marca, tornando-o uma espécie de mantra no nosso trabalho diário, gerando atenção redobrada a tudo o que fazemos. Temos, como um goleiro, a consciência de que não podemos falhar. Sabemos que, se isso acontece, todo o trabalho realizado pode ir por água abaixo. Ao longo desses 9 anos da Lumina1 temos o orgulho de dizer que falhamos muito pouco. Muito pouco mesmo. Mais do que isso: sempre fomos extremamente ágeis em corrigir as falhas que surgiram.</p>
<p>Nosso esforço e treinamento também mostraram evolução: já há 18 meses que a Lumina1 só sabe o que é conquistar novos clientes. Os números falam por si: apenas este ano, crescimento de 40% na equipe e de 56% no faturamento. Estamos defendendo mais e melhor. Quase podemos dizer que estamos pegando tudo.</p>
<p>Apesar de resultados tão positivos, a defesa de marca é uma espécie de obsessão que não deixa você descansar sobre os louros das vitórias conquistadas. A defesa mais importante é sempre a próxima. Num mundo onde as notícias se espalham em questão de segundos, errar pode ser fatal.</p>
<p>E esta semana, particularmente, foi repleta de falhas exemplares na defesa de marcas importantes, sendo a mais triste e literal delas a de Júlio César no primeiro gol da Holanda. Sem querer culpá-lo pela derrota, a verdade é que o melhor goleiro do mundo falhou na única oportunidade que não podia. Essa é a vida de goleiro, esse é o preço de defender. A outra falha da semana foi da Folha, no episódio mais retuitado (até a derrota do Brasil, pelo menos), no anúncio da eliminação após o jogo contra o Chile.</p>
<p>No caso do Extra, todo o investimento na Seleção quase foi por água abaixo num deslize simples: ao invés de um anúncio (o da vitória), publicaram outro (o da derrota). Talvez eles tivessem nomes parecidos que não ajudaram a saber qual publicar. O fato é que o erro aconteceu e, em poucas horas, todo mundo sabia do ocorrido, a ponto de entrar em trendtopics e de aumentar significativamente as buscas sobre extra no Google. Ato contínuo, surgiram as culpas e desculpas. Segundo o Extra, o erro seria da Folha, que ficou de apurar o ocorrido. Se já é complicado uma empresa defender sua marca, imagine quando isso depende de terceiros.</p>
<p>A questão interessante não foi o erro, que já deve ter acontecido inúmeras vezes. O problema foi o erro num momento de tanta exposição (Copa do Mundo) e num mundo tão conectado. Algo que ficaria restrito a leitores do jornal (e mesmo assim nem todos), virou erro internacional. Mas pior mesmo foi a forma de se lidar com o fato. Achar culpados e pedir desculpas não anulam o ocorrido e nem revertem o prejuízo. Muito menos uma errata. Ao se detectar o erro, virou gerenciamento de crise: como explicar à nação brasileira o que aconteceu? Como evitar danos à imagem? Como defender o indefensável?</p>
<p>A resposta nem é tão difícil: sendo transparente. Derrotas fazem parte de qualquer esporte e mais ainda de uma Copa do Mundo, sobretudo numa etapa decisiva. Quando uma empresa investe num time ou numa seleção sabe disso. E não investe apenas pensando na vitória, o que seria burrice. Investe pensando também na derrota. O Extra tinha o anúncio para a derrota engatilhado (que, se não tivesse sido queimado, seria usado amanhã) porque isso poderia acontecer. Não se trata de falta de confiança; ao contrário, é estar pronto para o melhor e pior. Ninguém que falou em nome do Extra abordou esse lado ou soube sair de cabeça erguida do erro. Apenas houve a preocupação em culpar e se desculpar.</p>
<p>No dia-a-dia, encontrar culpados pode ser necessário mas ajuda muito pouco à imagem da marca. Encontrar soluções com agilidade é mais do que essencial: é a única forma de se defender uma marca. Isso se aprende todo dia aqui na Lumina1, há 9 anos. Aqui, todo dia é como se fosse uma final de Copa do Mundo. Por isso, embora a derrota do Brasil tenha diminuído um pouco a alegria do dia de hoje, temos muito pra comemorar. Pelos 9 anos passados e pelas perspectivas cada vez melhores sobre o futuro.</p>
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		<title>Comunicação Gaga</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 19:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De tempos em tempos surge alguma bizarrice nova no mundo fashion-pop que se transforma em sucesso mundial e parece dominar todas as atenções. Como esse mundo fashion-pop é o espelho da sociedade de consumo, na esteira desse sucesso surgem clones e cópias de todos os tipos e tamanhos.
Uma dessas ondas recentes é Lady Gaga. Figura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De tempos em tempos surge alguma bizarrice nova no mundo fashion-pop que se transforma em sucesso mundial e parece dominar todas as atenções. Como esse mundo fashion-pop é o espelho da sociedade de consumo, na esteira desse sucesso surgem clones e cópias de todos os tipos e tamanhos.</p>
<p>Uma dessas ondas recentes é <a href="http://www.ladygaga.com/telephone/" target="_blank">Lady Gaga</a>. Figura onipresente na música e no entretenimento recente, a americana parece um personagem de filme B da década de 60 que viajou no tempo e incorporou todas as cafonices e esquisitices do mundo tecnológico. Não me cabe tecer comentários sobre a música, até porque, nesse quesito, teríamos que analisar tudo o que surgiu nos últimos anos que está no mesmo nível, o que não é pouco.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-416" title="ladygaga_bizarra" src="http://www.lumina1.com.br/wp-content/uploads/2010/04/ladygaga_bizarra1.jpg" alt="ladygaga_bizarra" width="495" height="188" /></p>
<p>Meu interesse está no conceito, tanto da música quanto do visual. Lady Gaga percebeu que vivemos numa sociedade saturada e repleta de múltiplos exemplos semelhantes dos mais variados tipos, ou seja, muito do mesmo. Ao invés de apostar na sua capacidade de composição artística (no bom sentido), coisa que até tentou fazer no início, resolveu adotar o visual mais bizarro e chocante possível, tanto nos figurinos quanto nas performances, vídeos e composições. Ou seja, tanto faz o que a Lady Gaga canta, se canta, se sabe compor ou que gênero adota: sua forma é muito mais gritante que seu conteúdo.</p>
<p>Fosse a arte pop mais zelosa de suas crias, arriscaria dizer que o tempo iria se encarregar de dizer se há ou não conteúdo nesse pacote explosivo, mas a história tem mostrado que tanto faz. Quando chegar a hora do revival dos anos 2000 (em breve), o conteúdo oferecido pela Lady Gaga parecerá bom e a forma será lembrada como bizarra mas divertida.</p>
<p>Tudo isso para chegar aonde queria: que a música utilize esse tipo de expediente, eu entendo e aceito. Num mundo de tanta competição, cada artista pode transformar a si mesmo no produto que quiser, adotando a estratégia de popularização mais pertinente. Uns criam fama oferecendo drink à base de urina a fãs (duvida? <a href="http://www.band.com.br/entretenimento/tv/conteudo.asp?ID=241713" target="_blank">clique</a>). Outros, sendo Lady Gaga. Mas, será que o mesmo vale para produtos e marcas?</p>
<p>Será que um refrigerante ou um carro pode abandonar todo um histórico de imagem de marca e adotar uma imagem bizarra e chocante em sua comunicação apenas porque está na moda ou porque é diferente? Será que é legítimo no mundo do brand building buscar a fama na esteira de personagens como Paris Hilton, associando uma marca a comportamentos questionáveis? O que vale para artistas vale para produtos e serviços?</p>
<p>Eu acredito que não: produtos possuem heranças genéticas, ainda que artificiais, que precisam ser preservadas, evoluídas e não tratadas apenas como artifícios de marketing. Ignorar a herança genética de uma marca só é válido quando são criadas novas divisões que conflitam com as existentes ou quando é necessário criar uma nova história. Marcas duradouras possuem história e orgulho do que construíram.</p>
<p>Portanto, se você acredita que para divulgar seu produto, na web ou na mídia de massa (principalmente), basta estar antenado com as tendências e vale tudo, até ser bizarro, pense de novo. A boa propaganda não é apenas lembrada: é lembrada pelo que se propõe. Um bom anúncio tem nome e sobrenome. Se for apenas aquele do &#8220;careca com peruca esquisita dentro do cofre de um veículo&#8221; não vendeu. Nem produto e nem imagem. O mesmo vale para aquele que só é lembrado porque a música é extremamente irritante ou porque tinha imagens fofas. Ou porque foi visto 70 vezes numa manhã de TV a cabo. Ou porque tinha um texto horroroso e atores piores ainda.</p>
<p>A comunicação sempre teve seus excessos, assim como a arte. Mas arte é arte: é possível cultuar um artista ou sua obra 100 anos depois porque era incomum, irreverente ou estranha. Comunicação não é arte: só sobrevive o que é realmente bom. E não são necessários 100 anos para que aconteça essa depuração: algumas semanas já produzem efeito.</p>
<p>Portanto, você até pode ouvir Lady Gaga e acreditar que ela irá subverter a música pop; que será lembrada por gerações; que iniciou uma nova estética na música. Tanto faz: ela atingiu seu objetivo. Já, sua campanha, se for lembrada, será apenas como aquela esquisitice sem pé nem cabeça.</p>
<p>Num mundo de consumo de cauda longa, não é preciso ser hit, mas é necessário ter relevância. O consumo de produtos e serviços não é a mesma coisa que o consumo música. Para isso existe o posicionamento, o mapeamento do mercado e da concorrência, as estratégias de defesa, ataque e guerrilha, o foco na distribuição. Usar a estratégia de viralização é uma prática para rapidamente conquistar espaço, mas não irá sustentar seu produto a longo prazo. Portanto, se você pretende sobreviver, invista na forma com a mesma força que o faz no conteúdo: pense distribuição, preço, pós-venda, assistência, recompra, relacionamento.</p>
<p>Celebridades problemáticas têm uma legião de papparazzi à espreita. Produtos problemáticos estão no cemitério das marcas, sem direito a visita ou flores no caixão. No mundo dos negócios empresariais, ser percebido é importante, mas construir uma boa imagem é melhor ainda.</p>
<p>Produtos só criam relações com consumidores se forem capazes de entregar satisfação continuamente, na forma, conteúdo e comunicação. Ainda que possuam relação estreita com o entretenimento, marcas não despertam paixões como músicos o fazem. Para sua marca ser preferida, disputada e valorizada, é preciso ir muito além de um visual impressionante. É preciso constância, consistência e relevância. Nesse caso, beleza não põe a mesa: só abre o apetite.</p>
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		<title>Web 4.0</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 21:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em abril de 2008 eu escrevi um artigo que falava da Web 3.0, um conceito ainda novo na época. Para ler a versão resumida, veja este post sem os devidos créditos autorais. O termo Web 3.0, que tem sua paternidade atribuída a John Markoff e que continua sendo controverso, define o início da web semântica, marcada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril de 2008 eu escrevi um artigo que falava da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_3.0" target="_blank">Web 3.0</a>, um conceito ainda novo na época. Para ler a versão resumida, veja <a href="http://www.marketingeficiente.com/2008/10/01/sua-empresa-esta-pronta-para-a-web-30/" target="_blank">este post</a> sem os devidos créditos autorais. O termo Web 3.0, que tem sua paternidade atribuída a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Markoff" target="_blank">John Markoff</a> e que continua sendo controverso, define o início da web semântica, marcada pela organização mais eficiente do conteúdo e convergência dos meios.</p>
<p>Embora eu concorde com a importância da web semântica, no artigo eu falava sobre o aspecto mais importante sobre a evolução da Internet, que era a convergência dos meios e a capacidade crescente de se gerar conteúdo a partir dos próprios usuários, em qualquer lugar. Como profissional de comunicação que sou, meu foco sempre está no fim (as pessoas) e não no meio (a tecnologia). Ou seja, do ponto de vista das pessoas, a organização dos conteúdos e informações (web semântica) é muito mais um meio do que o objetivo do desenvolvimento em si. Para as pessoas, o que interessa é ter múltiplos meios para se conectar, interagir, consultar, contribuir, trabalhar.</p>
<p>Se essa minha avaliação está correta, não apenas a Web 3.0 já está em curso como já se avizinha a próxima onda: a Web 4.0. <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2007/01/web4.html" target="_blank">Seth Godin</a>, um especialista em inovação, também acredita nisso; aliás, ele vai mais longe: acha que a Web4 (como resolveu batizar) surge antes da consolidação da Web 3.0.</p>
<p>Nessa altura você vai me perguntar, com razão, e daí, por que devo eu me preocupar ou discutir isso? Não seria apenas um exercício de futurologia para geeks? A resposta é não. Dirigir um negócio, mesmo que seja a sua própria carreira, não é muito diferente de dirigir um carro. Você precisa sempre saber para onde vai, como vai e pensar nos próximos passos. Se você quiser chegar a algum lugar, é melhor olhar pra frente. Entender o que é a Web4 é uma forma de se fazer isso.</p>
<p>Segundo Seth Godin e alguns outros estudiosos, de forma simplificada, a Web4 será como um gigantesco sistema operacional inteligente e dinâmico, que irá suportar as interações dos indivíduos, utilizando os dados disponíveis, instantâneos ou históricos, para propor ou suportar a tomada de decisão. A grande diferença entre tudo o que existe hoje e nos próximos anos é que isso acontecerá automaticamente, com base num complexo sistema de inteligência artificial. Independentemente de eu concordar ou não com o termo inteligência artificial, não dá pra ignorar as mudanças que podemos esperar advindas da existência de um sistema operacional invisível e virtual que passará a permear nossas vidas. Será como uma realidade paralela à física, capaz de mudar continuamente o curso desta última, em tese, para melhor. Tanto que o termo que caracteriza a Web4 é o serendipismo, ou seja, o dom de fazer descobertas felizes por acaso (esse termo é bem novo pra mim também).</p>
<p>Veja que bonito este gráfico criado por Nova Spivack:</p>
<p><a href="http://www.zmogo.com/web/web-40trip-down-the-rabbit-hole-or-brave-new-world/"><img class="aligncenter size-full wp-image-396" title="web4" src="http://www.lumina1.com.br/wp-content/uploads/2010/03/web4.jpg" alt="Web4" /></a></p>
<p>Eu gosto dessa visão, mas me parece que pensar a Web 4.0 como um sistema operacional é, mais uma vez, olhar para a tecnologia e não para as pessoas. Embora os benefícios sejam indiscutíveis, seria necessário pensar também nos problemas: invasão de privacidade (acesso indesejado aos dados pessoais e intromissão dos sistemas na rotina das pessoas), controle (quem controla quem e o quê), dependência (da tecnologia e dos sistemas), sobrecarga (mais disponibilidade de sistemas significa mais disponibilidade das pessoas), só pra pensar nos mais óbvios. Por acreditar que essas coisas são mais complexas de serem resolvidas e administradas e que nem todo mundo irá aderir de bom grado, sinto-me tentado a acreditar que o mais interessante desse futuro não seja o sistema automatizado de tomar decisões, mas a altíssima disponibilidade de hardware. O que isso significa? Para entender, precisamos voltar um pouco no tempo.</p>
<p>Quando o primeiro computador foi criado, ninguém imaginava sua evolução. A IBM, por exemplo, acreditava que até o ano 2.000 no mundo todo haveria menos de 10 computadores. Em função disso, tanto hardware quanto software eram tratados como bens escassos, que deveriam ser preservados, utilizados com parcimônia. Ao final dos anos 60, graças a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Kay" target="_blank">Alan Key</a>, essa situação já começava a mudar. Ele foi o primeiro que percebeu que o hardware iria se tornar cada vez mais barato e disponível; portanto, não fazia sentido economizá-lo. O tempo mostrou que ele estava certo e, hoje, ninguém pensa em preservar o computador, rodando apenas os programas mais interessantes; muito pelo contrário: queremos mais e mais capacidade de processamento e memória. Adquirimos cada vez mais espaço em HD, ao invés de apagar o que não interessa ou de preferir os programas mais eficientes.</p>
<p>O mesmo já vem acontecendo com vários outros produtos de consumo, do relógio, que passou a ser item de vestuário com a Swatch, ao iPod, estamos aprendendo a comprar produtos sob medida para cada necessidade e novos usos. O mais recente é o iPad. Se a Apple estiver certa (e tudo indica que está), vamos acrescentar mais um dispositivo ao nosso uso cotidiano, um que não substitui o celular, o iPod, o notebook e nem o netbook, mas que faz melhor algumas das funções deles. Mesmo que seja apenas para ler livros, vamos, no mínimo, ter um iPad no lugar de mais e mais prateleiras. O sucesso do Kindle, produto mais vendido no site da Amazon no Natal de 2009, mostra que as pessoas aceitam esse conceito, de ter um hardware específico para cada função, ainda que vários das funções possam ser desempenhadas por vários deles.</p>
<p>Nos próximos anos isso só tende a se multiplicar. Dispositivos menores, mais complexos, mais interessantes, mais específicos, mais sofisticados e, acima de tudo, mais baratos. A maioria de nós já tem, por exemplo, mais de uma câmera digital; conte comigo: uma dedicada, uma no celular (alguns, duas) e uma no computador. São redundantes mas específicas. E temos alguns media players, um dedicado (ou mais de um, no meu caso), um no computador e um no celular, sem contar o que se tem em casa, no caso e, eventualmente, na câmera. E por que ter um iPad, por exemplo? Porque ele tem tudo isso e é um leitor de livros e jornais melhor do que o notebook, o computador, o iPhone, o iPod e, inclusive, o Kindle. E por que alguém iria pensar em comprar uma filmadora digital HD? Porque existem casos em que ela será mais útil e funcional que todo o resto.</p>
<p>Na verdade, aquela velha história sobre a propaganda, que ela cria necessidades que a gente não sabia que tinha, juntou-se ao paradigma da tecnologia, que cria soluções para problemas que não existiam. Essa combinação gera cada vez mais gadgets para necessidades e problemas que não existiam ou que não sabíamos que tínhamos. E essas necessidades vão crescer cada vez mais: ninguém precisava de netbook até ele ser inventado; todo mundo estava satisfeito com sua conexão de banda larga até surgir o modem 3G; o celular só precisava ligar até começar a tocar música, navegar, fotografar e mixar músicas. E assim vai.</p>
<p>Com tantos artefatos tecnológicos, de relógio a celulares, é natural que a we seja realmente um sistema operacional que conecta todos os gadgets que temos e aqueles que ainda vão ser inventados. Se vamos ter cada vez mais gadgets, de mais tipos e mais específicos, integrados e interativos, é porque as pessoas querem carregar e exibir seus dispositivos, querem usá-los para interagir e para se conectar e buscam fazer parte desse novo mundo. Nesse cenário, a característica da Web4 é ser um mundo de vários grupos pessoais, sobrepostos e interligados, as Corporações Pessoais.</p>
<p>Quem acompanhou o case da Whirlpool com uma consumidora americana extremamente influente no twitter (ver o case em inglês clicando <a href="http://www.forbes.com/2009/09/02/twitter-dooce-maytag-markets-equities-whirlpool.html" target="_blank">aqui</a>), descobriu que um dos segmentos de usuários que mais cresce nos EUA é formado por mulheres que não trabalham ou trabalham em casa, cuidam dos filhos e gastam o pouco tempo disponível escrevendo em seus blogs ou twitters. Isso mostra que já existem algumas corporações pessoais, grupos com grande poder e influência (no caso da protagonista acima, mais de 1 milhão de seguidores no Twitter), capazes de promover ou demover marcas e produtos, criar tendências e movimentos. Além desses movimentos, esses grupos geram conteúdo, fomentam negócios on e off-line e têm grande participação na geração de receitas, para eles e para outros. Um caso como esse acima gera uma resposta clara para uma pergunta antiga: quem tem mais poder, um comercial de 30&#8243; na TV ou um post de um usuário com 1 milhão de seguidores? Eu, que estou em outro continente, não vi o comercial da Maytag, mas vi o post da Heather. Ou, num case mais antigo: conheço várias pessoas que não viram a resposta da United Airlines mas acessaram o vídeo do Dave Carroll (para ver o case, acesse <a href="http://travel.latimes.com/daily-deal-blog/index.php/smashed-guitar-youtu-4850/" target="_blank">aqui</a>) e conheceram a música.</p>
<p>Corporações individuais poderão ou não usar alertas multiplexados (que interligam várias bases de dados para tomar decisões), como defende Seth Godin, mas vão estar conectados à web por diversos dispositivos diferentes, interagindo com seus múltiplos grupos. A diferença entre real e virtual será cada vez mais imperceptível e irrelevante, embora os gadgets serão bastante visíveis e abundantes. A Web4 é, portanto, um mundo muito mais de hardware do que de software, já que quase todos vão ter a capacidade de se interligar e conversar.</p>
<p>Esqueça a Internet como uma rede de sites que você acessa pelo computador e, de vez em quando, via celular. Da mesma forma que sua máquina de lavar roupas pode acessar a web para definir o programa de lavagem (sem consultar você, apenas com o ID da etiqueta) e você pode entrar no cinema com seu celular apenas (sem ingresso), sua máquina de café pode produzir um café diferente só pela identificação do tipo de pó. E nada disso é futuro: a tecnologia e os dispositivos já existem hoje.</p>
<p>A Web4 já está aí, aqui, em todos os lugares, no seu bolso, na sua mão e estará na sua roupa e no seu carro. Os dispositivos que não existem serão criados, vendidos e comprados. Portanto, não se limite a pensar apenas em aplicativos e aplicações: pense em dispositivos novos, incluindo os inusitados. Pense Internet em qualquer lugar: da lixeira de reciclados (que avisa a empresa que faz a coleta seletiva que está cheia) à coleira do seu cachorro (que informa a hora do banho e a aplicação do anti-pulgas, além de avisar onde ele está). Seu produto, seja ele qual for, está mais ligado à evolução da web do que você imagina. A cauda longa não tem fim.</p>
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		<title>So you think you can dance</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 14:55:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas vezes você já leu algum artigo ou livro sobre como ter um bom desempenho em entrevistas de emprego? Mesmo que não tenha sido para arranjar um emprego, nos últimos anos o número de especialistas no assunto e a própria valorização da área de Recursos Humanos criou toda uma cultura em torno das técnicas dos processos de seleção, gerando mais e mais conteúdo disponível. Conteúdo esse que é seguidamente influenciado pelos modismos típicos das áreas de administração.</p>
<p>Todo essa informação disponível acaba gerando duas conseqüências: de um lado, profissionais cada vez mais preocupados com suas habilidades e características, inseguros se estão realmente antenados com as últimas tendências da área; de outro, tsunamis de clichês em currículos e processos seletivos, todos baseados nos mesmos modismos e tendências. Mas o que é melhor, usar a estratégia do golfinho, de free-willy ou dos gansos? Ser pró-ativo, trabalhar em equipe, detalhista ou assertivo? Buscar a felicidade ou ser um vendedor pit-bull?</p>
<p>Na ânsia de se adequar às últimas tendências, perde-se a essência. Na luta por se adquirir habilidades valorizadas, sufoca-se habilidades inatas. Na tentativa de se conciliar habilidades inconciliáveis, criam-se verdadeiros frankensteins profissionais. E todo mundo perde, quem contrata e quem é contratado.</p>
<p>Como não sou especialista em Recursos Humanos, não me cabe analisar as técnicas ou os profissionais que as administram. Nem é esse o interesse deste espaço. Mas, depois de 20 anos contratando pessoas (só pela Lumina1 já passaram mais de 200 profissionais), você aprende a conhecer o que busca e o que não quer definitivamente num profissional que irá trabalhar na sua equipe. Como eu acredito que todo conhecimento deve ser open-source, vou tentar dividir o que descobri com você, que me lê.</p>
<p>Primeiro, esqueça os clichês. &#8220;Meu maior defeito é ser muito exigente&#8221;, &#8220;estou buscando novos desafios&#8221;, &#8220;o cliente é quem paga o meu salário&#8221;, &#8220;sou um profissional pró-ativo&#8221;, &#8220;no meu outro emprego não tinha mais pra onde crescer&#8221;, entre outras, são frases (mal) feitas que ocultam o que a pessoa pensa e quem ela é na verdade, criando uma imagem aparentemente profissional. Mais importante do que um discurso bem elaborado é um conteúdo bem trabalhado. Invista nisso e mostre.</p>
<p>Se você já largou o tenebroso vício do clichê, então está pronto para o próximo passo: os grandes mitos profissionais. Qualquer candidato a qualquer vaga sabe de cor as virtudes que deve exibir para ser bem sucedido em uma entrevista: trabalhar em equipe, ser capaz de negociar, ter commitment com a empresa, ser flexível, só pra citar alguns. Por que são mitos? Porque essas características, embora elogiáveis, não são fundamentais para todas as funções. Muitas funções, sobretudo técnicas, exigem apenas que o profissional seja capaz de interagir com outras pessoas e não trabalhar em equipe. Mais do que isso: algumas funções exigem que a pessoa quase trabalhe isolada. Ou seja, é melhor conhecer bem as exigências de cada trabalho, ao invés de simplesmente buscar um comportamento que parece adequado.</p>
<p>Se chegou até aqui, é hora da pergunta crucial: você sabe o que quer fazer, tem uma ideia exata de qual é seu projeto de trabalho? Já procurou saber quais as qualificações necessárias para a função que busca? Num mundo conectado, essa informação está disponível agora, já, onde você estiver. Se você não sabe o que quer e nem o que precisa saber, não vai poder trabalhar bem em lugar nenhum. Exemplos: se você busca a área de criação, precisa de um portfólio; se quer ser planejador, precisa não só estar antenado como ter uma visão crítica sobre as novidades; se busca o atendimento, precisa gostar de pessoas e negociações. E isso só  pra começar. Cada uma dessas e de outras funções exige um conjunto de características muito mais complexas e sutis. Um programador não precisa apenas conhecer linguagens de programação, deve ser uma pessoa focada, detalhista e criativa (sim, porque 3/4 do tempo de um programador ele perde buscando soluções), que possui a capacidade de entender o que deve ser feito e saber escrever (bem, isso vale pra tudo &#8211; ver abaixo).</p>
<p>De forma resumida, o grande problema não está nem nos rótulos, nem nos clichês e nem tampouco nos modismos: está por trás disso tudo. Profissionalismo não é uma espécie de tinta que usamos para encobrir uma superfície deteriorada. Está mais para um verniz que apenas dá brilho e destaque à madeira de qualidade. Acreditar que uma boa embalagem melhora um produto ruim é o problema. Aliás, tem uma história do Calvin que ilustra muito bem isso (veja <a href="http://www.planetizen.com/node/36639" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Mas então, o que é o ideal? Mais importante do que clichês e modismos, na minha opinião, são algumas características que valem para qualquer profissão, função, trabalho. Mais: valem para a vida. São elas:</p>
<ul>
<li>Caráter &#8211; esqueça os termos técnicos. Caráter é simplesmente a capacidade da pessoa em lidar com as situações, sobretudo quando são adversas. Ser correto, honesto, comprometido, responsável e leal não tem preço.</li>
<li>Fazer a diferença &#8211; é fundamental ter ambição, metas, objetivos, mas nada será suficiente se não estiver embutida a determinação de fazer a diferença, de ir além, de pensar de forma original.</li>
<li>Conhecimento estruturado &#8211; acesso à informação e ideias bacanas qualquer um tem hoje. Isso é alardeado como conhecimento, mas não é. Conhecimento estruturado é a capacidade de buscar, selecionar, processar e utilizar as informações. Isso, pouca gente possui de verdade.</li>
<li>Saber escrever &#8211; email, messenger, linked-in, twitter são algumas das provas de que o mundo corporativo comunica-se pela escrita. Se você não sabe escrever, não saberá se comunicar. Simples assim. Mas não pense que saber escrever é apenas repetir frases (veja passo 1). É preciso saber escrever de verdade, incluindo o aspecto gramatical e isso não é pré-requisito apenas para redator: vale para qualquer função.</li>
<li>Saber ler &#8211; em tese, isso deveria vir antes do conhecimento, mas o mundo está repleto de pessoas que têm conhecimento e são quase analfabetas, embora isso pertença cada vez mais ao passado. Saber ler tem a ver com onde você busca suas referências, qual a qualidade do seu repertório e o quanto ele é atualizado. Analfabetos que sabem ler e escrever tendem a desaparecer em alguns anos (se bem que nem deveriam existir).</li>
<li>Transparência &#8211; não tente ser quem você não é na entrevista. Você pode até conquistar a vaga, mas terá que fingir todos os dias e ninguém consegue enganar todo mundo o tempo todo. Igualmente importante é a transparência da empresa, apresentando a vaga como ela é e não de forma a atrair o candidato. Vale lembrar que a entrevista é apenas o início do processo. A seleção mesmo acontece depois, no dia-a-dia de trabalho, que é quando se pode saber quem é quem, sem filtros.</li>
</ul>
<p>A verdade é que o conjunto de características de um bom profissional não necessita de &#8220;rocket-science&#8221; e nem de mágica. É preciso ser bom de fato, não basta parecer bom. É fundamental estar comprometido de fato e não apenas no discurso. Ou, como dizem por aí, &#8220;se não sabe brincar, não desce pro play!&#8221;</p>
<p>Então, você acredita que sabe dançar?</p>
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		<title>Bandidos do tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 14:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou cada vez mais convencido, ainda que não tenha base científica para isso, que estamos passando por um encolhimento da dimensão tempo. Embora 1 hora continue a ter 60 minutos, 1 minuto, 60 segundos, e assim por diante, acredito que 1 dia, hoje, dura muito menos do que durava há 20 ou 30 anos.
Pensando em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou cada vez mais convencido, ainda que não tenha base científica para isso, que estamos passando por um encolhimento da dimensão tempo. Embora 1 hora continue a ter 60 minutos, 1 minuto, 60 segundos, e assim por diante, acredito que 1 dia, hoje, dura muito menos do que durava há 20 ou 30 anos.</p>
<p>Pensando em como as coisas funcionam (ou não) no Brasil, cheguei até a considerar que alguém estava, há anos, roubando milésimos de segundo todos os dias, na certeza de que ninguém iria desconfiar. Seria ainda pior do que aquele famoso roubo dos centavos de um banco: no caso do tempo, não teríamos os aposentados para descobrir a fraude até porque tempo é o que eles próprios mais desperdiçam.</p>
<p>Essa sensação de que meu relógio estava me enganando chegou de várias fontes diferentes. Começou com finais-de-semana que passavam rápido demais e ganhou corpo no gerenciamento de ações de varejo para clientes: campanhas de final de ano que emendam em férias, que terminam na volta às aulas, que se chocam com Carnaval e que desembocam na Páscoa com um olho no dia das mães. E por aí vai.</p>
<p>O fato é que não existe mais o respiro entre as datas verticais porque o consumidor não tem mais esse tempo para decidir. Em toda parte você ouve gente reclamando que mais um ano nem bem começou e já acabou. Dias viram semanas, semanas viram meses e anos têm passado sem que seja possível divisar quando aconteceu cada coisa.</p>
<p>Se antes parecia ser uma percepção minha, derivada da minha correria pessoal, hoje essa é uma percepção generalizada e não é exclusiva do varejo, da Internet ou da publicidade. Se existe ou não um fenômeno físico, o fato é que as referências da passagem do tempo que usamos por décadas literalmente envelheceram, perderam a validade. Num mundo 24&#215;7, dias não são mais referências dos acontecimentos, assim como os anos não são mais medidas de longo prazo. Um ano virou curtíssimo prazo e alguns meses, o equivalente às semanas de outrora. Pior ainda: com o volume de mudanças que todos os mercados sofrem, esperar pode ser fatal. Antes, tarde; agora, talvez nunca.</p>
<p>Nossa evolução precisa incluir a adoção de novos ciclos temporais que possuam ligação mais precisa com a real velocidade de nossos negócios. Inclusive é possível que negócios diferentes utilizem ciclos diferentes. Mas os ciclos terão que ser reinventados. Precisamos apenas de medidas em comum, que permitam converter o tempo. Ou fazemos isso de forma planejada ou vamos ser atropelados pela realidade. Sistematicamente tenho visto empresas perderem o timing em suas decisões por conta da incapacidade de fazer esse ajuste: levam semanas para tomar decisões num mercado que muda todo dia, por exemplo.</p>
<p>Algumas empresas, como a Natura, já perceberam isso há tempos e não funcionam mais em ciclos padronizados. No caso dela, o nome adotado foi ciclo mesmo e dura mais ou menos 21 dias. Mas não é só isso: cada uma das regiões do país onde a empresa atua começa seu ciclo numa data diferente, de forma seqüencial. E são diferentes os ciclos para a força de vendas, consultoras e consumidores.</p>
<p>Aqui na Lumina1 também já fazemos isso há um bom tempo, usando ciclos diferentes de acordo com cada cliente e com as características de seu segmento de atuação. Essa experiência, reforçada pelos anos que trabalhamos com empresas como a Natura, tem permitido controlar melhor o timing do planejamento e do atendimento às demandas do mercado. Fazendo isso, percebemos que o que parece rápido demais para alguns é pouco para outros.</p>
<p>Engraçado que a música é uma outra área que já considera isso há mais de 500 anos: peças diferentes possuem andamentos específicos, que se traduzem em transcrições próprias, mesmo que as notas sejam as mesmas. Por criar essa codificação inteligente, ao longo dos anos tem sido possível saber como interpretar uma peça e como modificá-la e todo mundo saber do que se trata. Curioso notar que, embora baseado no tempo real (batimentos por minuto), o &#8220;tempo&#8221; de uma música é sempre soberano e bastante elástico. Graças a esse método eficiente, uma ópera pode acomodar instrumentos e vozes diferentes, cada um com sua freqüência e timbre peculiar mas todos em harmonia.</p>
<p>Encontrar novas medidas para a passagem do tempo é uma necessidade premente e crescente para empresas de qualquer porte, sobretudo aquelas que atuam em segmentos dinâmicos e em evolução. Aquelas que não pararam ainda para pensar na questão estão perdendo um tempo precioso que é cada vez mais curto e, ainda por cima, cedendo espaço para os concorrentes. Outras, ao contrário, já perceberam essas oportunidades e funcionam como os anões do filme do genial Terry Gilliam que dá nome ao post, reinventando velhos produtos ou segmentos, buscando os tesouros escondidos nos buracos do espaço-tempo. Vejam o Google: reinventou a ferramenta de busca, a publicidade on e off-line e o modelo de serviços grátis. Aliás, ela quebrou aquele velho paradigma das escolas de marketing de que o importante era ser o primeiro. É mais difícil lembrar dos primeiros em ferramentas de busca do que o contrário.</p>
<p>Na minha opinião, o futuro está reservado para as empresas que aprenderam a viajar no tempo e não nas pioneiras. Combinar o melhor dos novos modelos (que envolvem tecnologia) com brechas dos velhos modelos (negócios que pareciam consolidados) é o segredo do sucesso. Se a sua empresa não tem tempo para isso, é melhor jogar seu relógio fora: quem desperdiça tempo não precisa controlá-lo.</p>
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		<title>Sobre Marketing Digital</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 18:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma imagem costumava valer mais do que 1.000 palavras até o nosso presidente dizer que uma imagem não fala por si&#8230; O fato é que tem coisas que você aprende na vida e na prática e que facilitam muito a sua vida. Melhor ainda se esse conhecimento puder ser obtido sem esforço. Foi o que resolvi fazer: colocar uma parte do meu aprendizado em posts. Claro que esse conhecimento não fala por si: é o processo todo que vai dizer isso. E nem tenho a pretensão de ensinar nada. Apenas acredito na base da teoria econômica criada por John Nash de que quando cada um faz o que é melhor pra si e para o grupo o resultado é maximizado.</p>
<ul>
<li>&#8220;Posto que todo regime comunista é totalitarista, se a Internet tem o compromisso de ser democrática seu sistema econômico só pode ser o capitalismo&#8221;. Usei essa frase em 2001 quando um webdesigner falou que os conteúdos na Internet seriam sempre gratuitos. A <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/35796-google-vai-limitar-acesso-gratuito-s-noticias-na-net" target="_blank">afirmação recente do Google</a> sobre pagar para exibir notícias parece concordar com a minha afirmação.</li>
<li>Se você não consegue que seus clientes paguem pelo serviço oferecido pelo seu site, ou o serviço não é exclusivo ou não vale nada mesmo.</li>
<li>&#8220;Não sabendo que era impossível, foi lá e fez&#8221; diz o ditado popular. &#8220;Mas estourou o prazo e o orçamento&#8221; disse eu sobre o Gerente de TI que realizou a façanha.</li>
<li>Se um site é bom e barato, não é rápido. Se é bom e rápido não é barato. E se é barato e rápido não pode ser bom. Há exceções, mas são raras bem raras.</li>
<li>A publicação de um anúncio numa Campanha é o final de um longo processo de trabalho. A publicação de um site, ao contrário, é apenas o começo.</li>
<li>Redes sociais não são invenção da Internet. A tecnologia só acelerou o processo de aproximação e contato entre os participantes. E criou oportunidades de negócio em massa.</li>
<li>Ao contrário do mundo físico, o mundo virtual cobra pouco para manter um negócio extremamente especializado ou focado num nicho muito pequeno do mercado (a tal da <a href="http://www.lumina1.com.br/cauda-longa/" target="_blank">cauda longa</a>). Mas não se iluda: um negócio ruim não se sustenta on ou off-line; é só uma questão de tempo até isso acontecer.</li>
<li>O primeiro estouro da bolha da Internet mostrou que só capital não sustenta um negócio. O próximo estouro vai mostrar que nem todas as boas ideias merecem o céu.</li>
<li>Muitas empresas resistem a investir em projetos on-line acreditando que seus targets não usam Internet. Minha experiência mostra que as únicas pessoas que não usam Internet são as que trabalham nessas empresas.</li>
<li>A receita de sucesso da maior parte das empresas atuais tem alguns ingredientes em comum. O mais interessante deles chama-se de &#8220;colaboração não planejada&#8221;. E o que isso significa? Que essas empresas conseguem que seus departamentos em conjunto representem mais do que a soma das partes. Parece simples. E é.</li>
<li>Dificilmente você vai encontrar um negócio de Internet que tenha falhado por culpa da tecnologia (considerando-se apenas o aspecto técnico). Da mesma forma, você também não vai encontrar um negócio cujo sucesso deva-se exclusivamente à tecnologia. A diferença entre o sucesso e o fracasso é como a tecnologia foi utilizada e quanto se gastou (tempo e dinheiro) para isso acontecer.</li>
<li>Quando um criativo tem dificuldade em aceitar a sugestão do cliente eu lembro a ele que até Leonardo da Vinci trabalhava sob encomenda. Aliás, essa é a única razão que justifica a escolha de Gioconda para seu quadro mais famoso, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mona_Lisa" target="_blank">Monalisa</a>.</li>
<li>O fato de ser possível alterar alguma coisa que já está publicada on-line não significa que isso seja recomendável. O ideal é sempre fazer certo da primeira vez e focar em evoluções, não em correções.</li>
<li>Como dizia um antigo gerente de Internet da Natura: &#8220;Internet é um mundo sempre inacabado e imperfeito. Deve-se entender isso e não esperar ter tudo pronto e finalizado para agir&#8221;.</li>
<li>Apesar dos avanços da tecnologia, ainda não existe um programa que gere layouts e textos automaticamente, apertando-se um botão. Quer dizer, pelo menos não com qualidade. Ou seja, continua sendo necessário investir tempo para se fazer isso, mesmo que o cronograma diga o contrário.</li>
<li>Existe uma frase de propaganda que continua válida: &#8220;a pressa passa a porcaria fica&#8221;. Em Internet dá pra acrescentar: &#8220;fica sendo alterada sem parar&#8221;.</li>
<li>Em Internet, menos é mais: menos tempo de desenvolvimento, mais problemas; menos planejamento, mais conserto; menos conhecimento, mais dificuldade.</li>
<li>Usabilidade é um termo que ficou conhecido graças à Internet, mas serve para qualquer tipo de produto. Cada vez mais uma boa usabilidade será condição obrigatória para o sucesso de um produto.</li>
<li>Porém, acredita-se que usabilidade seja um conceito inflexível e genérico, mais ou menos como o termo consumidor. Aliás, ambas as coisas estão intimamente ligadas: o tipo de usabilidade depende de quem é o consumidor. Quem pensa de forma genérica em ambos acaba desagradando a todos.</li>
<li>Não acredite quando alguém afirma que uma determinada solução de tecnologia implementada possui documentação. São pouquíssimas as soluções que possuem documentação e, quando isso acontece, a documentação está defasada ou não contempla as principais customizações realizadas.</li>
<li>Quando eu vejo alguma ferramenta ou produto de tecnologia sendo vendido como customizável, logo me lembro da história da sopa de pedras de <a href="http://www.aletria.com.br/historias.asp?id=55" target="_blank">Malasartes</a>: quanto maior a customização de um produto, mais dispendiosa fica. E menos sentido faz.</li>
<li>É impossível andar no mesmo ritmo das mudanças, mas sempre é possível ficar cada vez mais defasado. Só é preciso não fazer nada. As coisas eram bem mais fáceis quando se perdia o bonde da história. Trem bala não tem balaustre.</li>
<li>A Internet é totalmente imune à força do pensamento positivo: por maior que seja sua fé, acreditar que as coisas vão dar certo não funciona se o projeto foi mal-executado. O sistema de milagres precisa ser atualizado para rodar on-line.</li>
</ul>
<p>Como disse antes, não existe a pretensão de se esgotar o assunto. E nem de se chegar a nenhuma conclusão: a melhor coisa de lidar com um ambiente em evolução é que tudo pode mudar; pra melhor ou pra pior. O objetivo dessas afirmações não é pra evitar que se erre. Mas, se é pra errar, que seja cometendo erros novos. Se possível, inéditos.</p>
<p>E você, leitor, que aprendizados pode partilhar? Queremos conhecê-los.</p>
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		<title>Manifesto à Inovação</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 18:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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É a Inovação, e não a Inteligência, a grande mola propulsora da humanidade, o traço inconfundível  que nos distingüe dos animais. É ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto a seguir foi escrito quando a Lumina1 criou a área de Inovação, há 2 anos. Linha por linha continua atual. Como é sempre bom lembrar coisas importantes, resolvi publicá-lo no site.</p>
<p>É a Inovação, e não a Inteligência, a grande mola propulsora da humanidade, o traço inconfundível  que nos distingüe dos animais. É ela que tem-nos movido desde a época das cavernas para o futuro, para as descobertas da ciência, para a exploração do espaço, para a mecância quântica e suas derivações.</p>
<p>Por que não a Inteligência? Porque vários animais são inteligentes. É notório o caso de gorilas e chimpanzés que inventam ferramentas e estratégias para resolver problemas. O golfinho reconhece sua imagem do espelho e é capaz de perceber alguém com deficiência. Num mundo onde inteligência é cada vez mais especializada (é cada vez mais aceito o concetio de inteligência interpessoal, física, matemática etc.), ser inteligente não quer dizer muito. A história é repleta de pessoas geniais que nunca conseguiram ser bem sucedidas em nada.</p>
<p>A inovação, ao contrário, sempre promoveu mudanças. Todas as pessoas consideradas inovadoras ajudaram a mudar o mundo. Todos os grandes avanços, na ciência ou nos negócios, foram precedidos por grandes inovações. Todos os casos de sucesso contém uma grande dose de inovação.</p>
<p>Inovar não é necessariamente andar só para frente: grandes inovações são feitas de novas visões sobre questões já conhecidas. Aliás, inovar depende da coragem de retroceder, de corrigir, de rever o que foi feito. É possível inovar sem criar nada. Mas é impossível inovar sem ter algo novo: um olhar, um ponto de vista, um conceito, um método etc.</p>
<p>Inovar não é necessariamente revolucionário: muitas inovações são simples, corriqueiras. É possível inovar em pequenas coisas. Mas toda inovação, a longo prazo, criar uma revolução. De hábitos, costumes, práticas.</p>
<p>Toda inovação é positiva. Se algo novo mostra-se ruim ou destrutivo, não é inovador: é apenas uma novidade. Porque inovar nos move para frente, mesmo quando olhamos para trás. Inovar depende de melhorar. Inovar depende de resolver. Inovar implica em evoluir.</p>
<p>Porém, uma pessoa inovadora nem sempre é boa: grandes inovações foram criadas ou descobertas por figuras que causaram mais mal do que bem. Mas suas inovações, a despeito de seu caráter, obrigatoriamente são boas.</p>
<p>Inovar não surge da organização. Organização cria conforto, conforto gera comodismo, comodismo gera conformismo, não necessariamente nessa ordem. Por que inovar se funciona? Por que mudar se está bom?</p>
<p>Inovar é mudar. Toda inovação provoca transformação e transformação gera mudanças. De médio e longo prazos.</p>
<p>Para inovar é preciso coragem: para quebrar paradigmas, para rever conceitos, para vencer o comodismo. Segundo Joseph Schumpeter, profeta da Inovação, inovar depende de destruir: chamou ele de destruição criativa. A inovação surge com mais facilidade do caos do que da ordem. Inovar só é realmente possível se houver transgressão.</p>
<p>Esse é o espírito da Lumina1: inovação. Em todos os sentidos. Em todas as direções. De maneiras simples e complexas. Revolucionando ou apenas solucionando. Renovando ou reinventando.</p>
<p>Mas não aceite simplesmente a idéia. Conteste. Saiba mais. Conheça, por exemplo, o que já se sabe e se reconhece sobre Inovação. E tira suas próprias conclusões. Se forem inovadoras, você entendeu o espírito&#8230;</p>
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		<title>Fakonomics</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 15:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo que não temos posts novos. Tudo culpa do final de ano, que sempre acelera a tomada de decisões de empresas, sejam pequenas, médias ou grandes.
O tema final de ano e seu impacto no processo decisório, por si só, já renderia uma dezena de posts. Mas resolvi abordar isso de uma maneira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo que não temos posts novos. Tudo culpa do final de ano, que sempre acelera a tomada de decisões de empresas, sejam pequenas, médias ou grandes.</p>
<p>O tema final de ano e seu impacto no processo decisório, por si só, já renderia uma dezena de posts. Mas resolvi abordar isso de uma maneira diferente. Na esteira da leitura de Super Freakonomics, minha última mania, criei uma paródia que tenta, a exemplo do livro, mostrar de forma divertida a relação entre as coisas do dia-a-dia. No livro, uma das coisas tratadas logo de início, é a diferença entre economia (que se ocupa dos mercados e de suas forças) e pensamento econômico (análise sistemática das forças que movem as pessoas) e mostra como sabemos pouco sobre os incentivos que movem as pessoas, daí o Freakonomics (economia doida). No meu caso, como não sou economista, só posso prometer uma ilusão de economia, ou Fakonomics. Mas garanto que as observações tem pelo menos 20 anos de experiência.</p>
<p>Colocadas as coisas, vamos a exemplos&#8230; Não me lembro de uma véspera de feriado sem tensão. Até devem existir alguns, mas o fato é que eu não lembro. E por que a tensão? Porque o período que antecede um feriado é o momento preferido para 8 em cada 10 clientes aprovar ou iniciar trabalhos que estavam há semanas parados ou sem rumo definido. Isso é científico: ao se aproximar um feriado, o tempo perdido com idas e vindas de aprovações, quando somado aos dias de descanso (incluind final de semana e eventuais pontes), ganha uma dimensão aterradora. Projetos mortos-vivos e em coma repentinamente voltam à vida e tem pressa de recuperar o tempo que permaneceram imóveis numa gaveta qualquer.</p>
<p>Isso em si já seria um complicador. Afinal, preparar a equipe para abdicar do descanso não é fácil. Mas o mais difícil vem a seguir: sempre que algo é decidido às pressas, as coisas são simplificadas na razão de 1:1. O problema é que essa simplificação, sobretudo em projetos web ou que envolvem tecnologia, nem sempre é possível. Ou seja, a probabilidade de problemas na execução de um projeto aprovado às vésperas de um feriado é de 95%, mais ou menos a mesma que de chover em Ubatuba no mesmo período. E a chance de surgir um problema inesperado no momento que o cliente está inacessível, então, extrapola a lei das probabilidades.</p>
<p>É matemático: quanto mais complicado o projeto, maior a chance de ter um feriado próximo da data de entrega. Quanto maior o atraso, maior o feriado. E quanto maior o feriado, mais simplificação é feita.</p>
<p>Isso não impede que o ciclo se reinicie a cada feriado ou que se intensifique nos finais de ano. Como disse acima, as festas são o período preferido para decisões pendentes, seja a aprovação de novos projetos, seja a definição em projetos existentes, seja na decisão de antecipar algum evento. Mais uma vez fiz as contas e descobri que 8,3 de cada 10 projetos demandam 3,2 vezes mais etapas de aprovação do que a maioria das empresas consegue administrar. Noves fora, as aprovações se acumulam e os atrasos nos cronogramas, também.</p>
<p>Mas tudo bem, porque conforme vai chegando o dia 25 de dezembro, o volume de decisões aumenta 78%, assim como as reuniões de definição que, no período, ficam até 35% mais curtas. Na prática, isso não recupera o atraso, principalmente porque o Natal e Ano Novo insistem em não mudar de data. Sendo assim, quanto mais próximo, mais as expectativas se ajustam à realidade.</p>
<p>Vivêssemos num país menos ensolarado e a taxa de suicídios nesta época triplicaria, sobretudo entre publicitários e internéticos. Mas o sol, a possibilidade de viajar para praia entre o Natal e Ano Novo e os presentes funcionam como verdadeiros estimulantes. E tudo fica esquecido até o feriado seguinte.</p>
<p>E por que isso acontece? Porque o problema não é do calendário. Todos já sabemos quais são as datas festivas, quando irão cair e se irão emendar. E, seja qual for sua religião, o final do ano também sempre vem, mais ou menos na mesma época. Isso deveria levar a planejamento, de processos, projetos, decisões. E a cronogramas, claro. O que o calendário não contempla são as mudanças de rota, as decisões de última hora, as crises e as oportunidades. Num mundo onde tudo muda, a única coisa que permanece igual é o calendário. Estático, imutável, previsível.</p>
<p>Mas por que precisamos de datas? Datas servem de metas e metas nos mostram nosso desempenho ao longo do tempo. Utilizamos as datas para averiguar quanto falta para qualquer coisa. Da entrega do job ao próximo feriado. Utilizamos as datas como desculpa para iniciar um regime, para mudar de vida, para entregar um projeto e para realizar tarefas atrasadas.</p>
<p>Por isso, acreditamos que iniciando um projeto às vésperas de um 12 de outubro que cai numa quinta-feira, vamos fazer caber 2 meses de atraso em 4 dias (e noites, claro). Ainda que Einstein tenha provado que o tempo é relativo, precisa mais do que devoção a Nossa Senhora para esperar que a função tempo espaço seja alterada só porque saiu a aprovação.</p>
<p>Acontece que não raro, nesses 20 anos, já vi muito projeto praticamente perdido ser salvo com algumas horas extras em dias de ver sessão da tarde e vale a pena ver de novo. Vi obstáculos praticamente intransponíveis serem removidos e prazos malucos cumpridos. Diria que mais de 80% dos feriados trabalhando foram úteis e metade disso, fundamental até. Seria uma prova de fé?</p>
<p>Provavelmente. Mas o que posso garantir é que, independentemente da crença, em 100% das vezes que as coisas deram certo houve 120% de dedicação, 140% de compromisso e 150% de suor. Deus ajuda quem cedo madruga, diz o ditado.</p>
<p>Quando você capacita sua empresa para lidar com situações como essas, não dá para reclamar da mania das pessoas de decidir em cima da hora. Você ganha para isso e, inclusive, torna-se fundamental pela confiança na entrega. Mas que é bom trabalhar dentro do planejado, ah isso é.</p>
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		<title>Fábulas Corporativas</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 20:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fabio Flandoli</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo mundo conhece a fábula da Formiga e da Cigarra, escrita por Esopo e recontada por La Fontaine. Como toda fábula, seu propósito é ensinar regras de conduta às pessoas por meio de histórias simples, tendo animais, deuses, objetos ou mesmo outros homens como personagens. Nessas histórias, erros são usados como forma de aprendizado. Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo mundo conhece <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Cigarra_e_a_Formiga">a fábula da Formiga e da Cigarra</a>, escrita por Esopo e recontada por La Fontaine. Como toda fábula, seu propósito é ensinar regras de conduta às pessoas por meio de histórias simples, tendo animais, deuses, objetos ou mesmo outros homens como personagens. Nessas histórias, erros são usados como forma de aprendizado. Por conta de sua dinâmica, as fábulas sobrevivem ao longo dos séculos porque suas lições continuam a fazer sentido.</p>
<p>Se, como diz o ditado, o tempo é o senhor da razão, por que então as fábulas continuam a fazer sentido? Não seria lógico imaginar que as lições já estariam aprendidas? Não teriam os séculos se incumbido de sedimentar esse aprendizado?</p>
<p>Num mundo com tantas mudanças e depois de tantos séculos de evolução, é difícil crer que uma história escrita 500 anos antes de Cristo poderia ainda fazer sentido. Pior: que a lição que ela ensina pudesse ainda não ter sido aprendida. Mas, fazer o que? Errar faz parte da essência do ser humano.</p>
<p>E por que então estaria eu preocupado com isso? Qual a novidade? Explico&#8230;</p>
<p>Desde que a Internet começou a ser usada comercialmente, quase todos os setores econômicos foram afetados, para o bem ou para o mal, com as transformações que ela causou nas comunicações e nos relacionamentos entre pessoas e empresas. Um desses setores é a propaganda.</p>
<p>Ainda que, passados 13 anos, TV, rádio, jornais e revistas não tenham sido relegados aos museus, é fato que o consumo dessas mídias mudou drasticamente, tanto na forma como no conteúdo. A convergência dos meios, embora ainda seja bastante conceitual, há muito tempo acontece na prática. Parte dessas mudanças aconteceria inevitavelmente com a entrada no mercado da Geração Y, já citada no <a href="http://www.lumina1.com.br/fidelize-o-cliente-fiel/#geracaoy" target="_blank">artigo anterior</a>. Mas o grande catalisador das mudanças foi a web. Juntos, esses fatores estão criando uma dinâmica de comunicação e relacionamento entre marcas e consumidores impensável há alguns anos.</p>
<p>Voltando à propaganda (e, logicamente, ao marketing), toda essa transformação criou novas relações, novos papéis, novos players e, acima de tudo, um novo modelo de negócios. Um modelo que não está cristalizado ainda, mas que já definiu alguns rumos.</p>
<p>Bom, aí você vai me perguntar: o que isso tem a ver com a fábula citada no início? Tudo, absolutamente tudo.</p>
<p>No modelo da propaganda vigente sobretudo nos anos 70 e 80, que orientou toda uma nova geração de publicitários, a grande estrela do show era a criação. Os grandes criativos que dominaram a mídia especializada da época, responsáveis pelos sucessos de público e crítica da propaganda, eram verdadeiros artistas, em todos os sentidos. Boêmios, rebeldes, geniais e temperamentais, ajudaram a cultivar a fama que o publicitário ainda carrega. De que participa de grandes festas e noitadas, onde jorram dinheiro e grandes transações.</p>
<p>Quem insistiu em apostar nesse modelo e não percebeu os sinais da mudança dos tempos foi surpreendido com uma verdadeira estiagem nas verbas e na disposição dos clientes em apostar a fundo perdido. Pegos de calças curtas, foram bater à porta das formiguinhas, profissionais de Internet que trabalhavam incansavelmente na construção de negócios complexos e difíceis de entender, e que pareciam preparados para a nova estação.</p>
<p>Exageros à parte, é fato que quase tudo em nossa atividade passou a dar muito mais trabalho, a exigir muito mais esforço e dedicação. Se antes uma ideia valia por mil braços, hoje vivemos sob a máxima de Thomas Edison, que definiu genialidade como 1% de inspiração e 99% de transpiração. Ideias continuam a fazer a diferença, mas apenas se puderem ser orçadas, viabilizadas, implementadas, mensuradas e sustentadas.</p>
<p>A própria Internet já superou a fase de acreditar que um bom conceito de negócios, ainda que não incipiente, possa valer muitas centenas de milhares de dólares. Hoje, isso mudou: qualquer grande venda sempre tem como personagem central um ótimo conceito de negócios que sobreviveu a crises e mudanças, que cresceu e se fortaleceu com ideias inovadoras mas muito trabalho e horas de dedicação de pessoas desconhecidas que varam noites e dias para descobrir e consertar bugs.</p>
<p>Por isso acredito que neste novo período que vivemos, a Cigarra não vai deixar de cantar. Mas vai ter que tocar, dançar, sapatear, e ajudar a coletar mantimentos. Mas vai trabalhar em conjunto com formigas que podem varar noites e noites mas sabem se divertir e que, acima de tudo, gostam de colocar as coisas para funcionar. Essa simbiose é que vai produzir resultados perenes, crescentes, dignos de fama e sucesso.</p>
<p>Aí, talvez, a fábula finalmente possa figurar apenas em bonitos livros de histórias.</p>
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